terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Fragilidades

Há momentos na vida em que somos obrigados a pensar no seu significado, assim como no da morte... Enquanto estamos vivos tudo é tão frágil ao ponto de apenas morrermos, como se fosse fácil, natural, como se não restasse mais nada, como se tudo o que vivemos não tivesse valido a pena, porque no fim o resultado é sempre o mesmo.

Nesta incompreensão do porquê das coisas acontecerem de determinada maneira, vamos virando objectos de alguém que decide brincar connosco e, no entanto, diz-se, são os que ficam que mais sofrem, posto isto, gostava de morrer antes de todos os meus entes queridos, afinal, como algumas pessoas, não gosto de sofrer... Tolos daqueles que preferem acreditar que morremos quando a nossa vida está completa, que assim aconteceu porque nada mais nos restava, então não deveríamos ser nós a decidir?!

Acredite-se no que se acreditar, apesar de a ideia do destino não estar totalmente fora dos meus parâmetros de viver, doi quando nos morre alguém próximo, custa ver alguém magoado porque morreu um amigo/familiar e vamos sempre preferir morrer primeiro, porque, no fundo, somos mais egoístas do que cobardes...

2 comentários:

Johnny disse...

A morte, para mim... primeiro é uma vaca! Mas a morte, para mim, é algo que ninguém por muito que tente consegue compreender, ainda menos por antecipação. Só quando estivermos naquele limbo vamos ver e sentir tudo aquilo que nunca antes sentimos e apenas posso prever que não será nada bom, porque, na realidade, "No one wants to die. Even people who want to go to heaven don't want to die to get there."

Johnny disse...

Esqueci-me de mencionar que a citação é de Steve Jobs, o fundador da Apple.